Sou feminista

Cheguei a esta conclusão. Minha mãe embora não se reconhecesse como tal, foi feminista, indubitavelmente foi. Nunca lhe passou pela cabeça ensinar às filhas como conseguir bons maridos, ficou a critério próprio de cada uma. Nunca focou nisso, criou filhas para a universidade e independência financeira, que ela acabou não fazendo para si, porque casou no instante em que poderia começar uma carreira.
Tenho recebido podcasts atrelados a vídeos, que acabo prestando atenção e onde muitos deles abordam, o que chamam de desconstrução da masculinidade. Também considero isso preocupante, para a humanidade como um todo. Sempre reconheci a grande capacidade do cérebro masculino para grandes trabalhos descobertas e invenções e o homem como motor do mundo.
No passado, tudo visava a dignidade e o bem estar do homem, a da mulher era subproduto. Há pouco mais de um século, talvez até menos, um pai obrigava o estuprador a se casar com a filha dele, abolindo a prisão. Não se importava se estaria bem para ela, se o sujeito continuaria a maltratá-la. A honra dela, quer dizer a dele pai, estava salva, não importava o inferno em que a filha fosse viver.
Na Grécia, modelo histórico, mulheres eram confinadas em gineceus. Em Roma, os pais decidiam sobre vida ou morte dos bebês, independente do desejo da mãe que o havia gerado.
No Brasil de há algumas décadas, mulher não podia andar em determinados locais, para não ficar mal falada. Enquanto isso, cães e cadelas, gatos e gatas, pombos e pombas desfrutavam de liberdade igual.
Há poucas décadas uma menina de 13 anos, que tivesse relação com um homem de meia idade era a “safadinha” que provocou. Não levavam em conta que sensação de prazer sexual, a pessoa pode ter desde tenra idade e que o provocador podia oferecer aquilo que a família não tinha a oferecer, como um dinheirinho para guloseimas. Além de tudo, a maturidade era muito desigual: ele poderia ter argumentos persuasivos: “você já é crescida, sua família é que não entende”.
O mundo poderia ter continuado por ai e tudo estaria bem, acontece que qualquer mulher com QI acima de zero percebia que a coisa não estava certa. Que cada sexo tinha uma função, isso é ótimo. O problema eram restrições impostas às mulheres, que não tinham a ver com sua biologia.
O animal macho foi feito mais forte fisicamente, para assegurar o ambiente, não para oprimir a fêmea e contra isso o feminismo vem lutando. Em alguns aspectos chegou a exagerar, cotas, interferências em ocupação de cargos, por exemplo. Hoje há situações, criadas pela lei Maria da Penha, que são absurdas para o homem inocente. Claro que uma coisa não justifica outra, os jovens de hoje não podem ter que pagar por feitos de seus tataravós, mas são etapas pelas quais o mundo tem que passar.
Eu própria já era adulta e o conceito em vigor era o da mulher sempre culpada. Época em que um homem recém casado, que transava com prostitutas, podia devolver a  mulher, alegando que não era virgem. Menina que poderia ter sido violentada em sua própria casa, devolvida  e sem ninguém mais aceitando, iria parar na prostituição.
Isso ainda vai demorar muito para haver um ajuste, quem sabe milênios?

 

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Comentários

  1. No passado não havia exame de DNA. O homem queria ter certeza de que os filhos seriam dele

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