Bonecas chinesas
Com tanta lei criando embaraços para homens, vê-se a toda hora posts, mostrando que muitos estão fugindo de relacionamentos. Perda de patrimônio individual, paternidade socioafetiva, essas coisas, além de consequências da lei Maria da Penha.
Agora o STF ampliou a lei para situações, onde não há vínculo doméstico, familiar, ou relação de afeto, entre a vítima e agressor.*
O homem vai pensar duas vezes em estar com mulher, que pode, com um mimimi, conseguir medida protetiva, ou que já tenha filho, ou pode ter filho com outro e registrar como dele.
O ambiente jurídico atual transformou o casamento, ou união estável, em contratos de altíssimo risco para o homem. Diante da possibilidade de perder o patrimônio de uma vida, o direito de ver os filhos e a própria liberdade, por conta de um desentendimento, a resposta lógica de muitos indivíduos tem sido evitar relacionamentos.
Daqui a pouco a China, que não perde tempo, vai estar fabricando mulheres quase iguais às de verdade e que não geram problemas. Não discutem, têm fala agradável, consistência e temperaturas iguais e não criam vínculos jurídicos. Havendo demanda, por parte de mulheres, fará também bonecos homens perfeitos, à escolha. Um Haaland, um astronauta, ou um filósofo grego. Só para lembrar, a China fabrica tudo, até adereços para escola de samba, basta existir mercado.
A História mostra que a humanidade raramente recua diante de uma inovação tecnológica, que gera conveniência. Há décadas, não imaginávamos que nos deliciaríamos com sorvetes totalmente artificiais.
Paladar e desejo sexual têm muito em comum. Ambos são estados que envolvem corpo e espírito, inclusive se diz “apetite” sexual. O que hoje é ficção científica, ou algo maluco, acabará se normalizando, pelo hábito. E não é a geração atual, são as próximas.
Assim como já nos acostumamos a sorvetes e molhos artificiais, o convívio com parceiros artificiais passará a ser aceito como uma escolha de estilo de vida viável. E quem quiser procriar sempre pode encontrar banco de óvulos, em países com legislação clara.
* https://veja.abril.com.br/brasil/por-unanimidade-stf-amplia-alcance-da-lei-da-maria-da-penha/
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