Ambulância
Ou caminhão da cerveja Em meus tempos como engenheira da Prefeitura de Vitoria, trabalhei muito com projetos e orçamentos. Muitas obras nas comunidades dos morros e em invasões. Fazia o que dava, a ABNT era tão respeitada, como a Constituição Brasileira com o Supremo atual. Os processos, em sua quase totalidade pediam a construção de uma meia pista, para chegar uma ambulância, quando uma mulher ” ia ganhar neném”. Fazia a visita do local, quase sempre na companhia do engenheiro Coordenador Regional, que querendo simplificar, logo descartava muros de contenção. “Aqui não precisa, é só uma ambulância, de vez em quando.” Fazia incluir a contenção, eu já conhecia a realidade. No dia da inauguração chegava o caminhão da cerveja. E não era caminhãozinho, em geral um trucado. Faziam manobra, vinte vezes para lá e para cá, logo no início e entravam de marcha-à-ré. Sempre fiquei impressionada com a capacidade de profissionais operarem esses veículos, como também daqueles que operam t...