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Agruras

Essa não é opinião é lembrança. Há quase vinte anos, vindo do Rio para Vitória de carro, estava com necessidade de parada hidráulica. Distraída, perdi o então posto Flexa e decidi: vou passar Campos primeiro. Já no trecho entre Campos e a nossa fronteira não deu. Fui passando carretas e não queria parar e ter que passá-las de novo. Fui em frente e passei a fronteira. Já no Espírito Santo, fui buscando um posto à direita. Detesto cruzar pista para uma parada rápida. Fui em frente, me apertando e todo o tráfego parou. Quase só caminhoneiros, mas logo atrás um carro, com um casal. Depois de um tempo, o marido foi ver com os caminhoneiros o que ocorria. Saí do carro, a mulher  saiu também, ao mesmo tempo que eu e começamos a conversar. Falei do meu desconforto. Disse que não aguentava mais, ia atrás de uma árvore grossa, no meio do campo. Iria descer por uma escadinha de drenagem, que enxerguei no meio do mato. Morrendo de medo, porque sei que cobras adoram essas escadinhas. Ela iria d...

Estratégia de viagem de avião

Quando minha filha fez quinze anos levei-a a Buenos Aires, Bariloche, Santiago e Valparaiso. Logo no dia seguinte, em Buenos Aires, passeando na Calle Florida, dei-me conta: e se acontece alguma coisa comigo, o que esta "criança" pode fazer? Paramos em uma cafeteria e iniciei, em tom casual: fila (como eu a chamava, tirado de filha), se por acaso ocorrer algo com a mãe, você  saberia o que fazer? Entra em uma loja, ou cafeteria como esta e  pede para  ligar a cobrar  para seu pai. Mostrei como fazer DDI, a cobrar. Ou liga para a sua madrinha, ou seu padrinho. Se de todo não conseguir, falar, vê se enxerga um policial, se não houver, tenta uma senhora assim, mais ou menos, como a mãe. Aquele cinto que a mãe tem por baixo,  com pertences nossos, tira quando puder e bota na sua cintura. Usávamos casacos grossos e folgados. Ela foi ficando com os olhos arregalados de susto. Acalmei: fila nossa viagem está muito boa e é assim que tem que ser, mas a mãe está fazendo c...

Vontade manifesta

O Brasil precisa mudar muitas leis e também por freio a ativismos judiciais e à maioria de suas jurisprudências A vontade manifesta deveria sempre vir em primeiro lugar. Em uma relação de namoro, se o casal registrar e ambos assinarem, com testemunhas que é namoro e não união estável, isso deveria valer na totalidade dos casos. Que se em algum momento a situação mudar e um dos dois forem viver sob a dependência do companheiro, farão casamento, ou contrato de união estável. Tudo com testemunhas e texto, dizendo claramente o propósito. Se um homem casar com mulher que já tenha filho, fazer constar em cartório, que aceitará a criança em sua casa, recebendo, ou não pensão do pai biológico. Mas que carona, para o colégio, mesmo rotineira, levar a parques, shoppings e restaurantes, junto com a família não caracterizará paternidade sócio afetiva, para efeito algum. Mesmo que ele queira, como ajuda, pagar-lhe um colégio, seria como se pode pagar para terceiros, sem maiores compromissos. Que se...

A fila

Revendo aleatoriamente posts antigos, entre 1739, deste blog, fixei-me neste: O mais inteligente* Post que repenso às vezes, ao justificar questões que vêm se sucedendo, sobre quem é mais inteligente, homem, mulher, se são iguais e estão par a par. A conclusão é que na media sejam iguais, para tal tenho o tal post antigo, onde distribuo os cidadãos de todo o mundo por ordem de inteligência, em fila que é capitaneada por homens. Para desenvolver o mundo seriam necessários cérebros muitos desenvolvidos. Criar a partir do nada! Para tal não seriam necessários muitos, digo em termos de milhões, a cabeça da fila. Fila que terminaria por aqueles com pouca inteligência, talhados para tarefas simples e repetitivas. Deus, ou a natureza, se os ateus preferirem, não fez o mundo pensando em computadores, chips, máquinas essas coisas, que abreviaram o trabalho humano. Os sexos foram destinados aos papeis clássicos, o homem construtor, provedor e defensor do território e a mulher se dedicando aos cu...

Brinquedos

Esta não é opinião. É lembrança. Início dos anos noventa, começou a onda de que não existe essa questão de brinquedo de menino e brinquedo de menina. Era imposição social, assumida pelo mercado e que deveria ser evitada. Como minha filha era filha única, não havia carrinho lá em casa.  Comprei um fusquinha de fricção e ensinei a ela como puxar para trás, para ele pegar impulso. Ela nunca tentou fazer. Gostava mesmo era dos bichinhos de pelúcia com quem conversava, ninava e vestia roupas emprestadas das bonecas. Mas toda noite pegava aquele fusquinha, meio rejeitado, enrolava e botava para “mimi”. Enrolava deixando a pontinha do capô de fora, como para respirar.   Quem usa o navegador Safari, se quiser honrar o blog com um comentário, tem que ir em Configurações, Safari, Privacidade e desmarcar a preferência Bloquear Compartilhamento de Informações de Navegação entre Sites (Prevent Cross Tracking). Com outros navegadores é Configurações, Privacidade e desmarcar o que estiver...

Bonecas chinesas

Com tanta lei criando embaraços para homens, vê-se a toda hora posts, mostrando que muitos estão fugindo de relacionamentos. Perda de patrimônio individual, paternidade socioafetiva, essas coisas, além de consequências da lei Maria da Penha. Agora o STF ampliou a lei para situações, onde não há vínculo doméstico, familiar, ou relação de afeto, entre a vítima e agressor.* O homem vai pensar duas vezes em estar com mulher, que pode, com um mimimi, conseguir medida protetiva, ou que já tenha filho, ou pode ter filho com outro e registrar como dele. O ambiente jurídico atual transformou o casamento, ou união estável, em contratos de altíssimo risco para o homem. Diante da possibilidade de perder o patrimônio de uma vida, o direito de ver os filhos e a própria liberdade, por conta de um desentendimento, a resposta lógica de muitos indivíduos tem sido evitar relacionamentos. Daqui a pouco a China, que não perde tempo, vai estar fabricando mulheres quase iguais às de verdade e que não...