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Orçamentos

Entre os trabalhos que executei como engenheira da Prefeitura de Vitória, muitos foram orçamentos de obras. As diretrizes que tive que respeitar foram muitas. Algumas vezes meras estimativas de custo, para estabelecer o plano de obras do próximo exercício, em outras orçamento bem exato e detalhado, porque servia de parâmetro na licitação, como preço máximo. O processo seguia seu rumo, algumas vezes ia parar no Tribunal de Contas e tudo tinha que estar bem justificado. Tive algumas ocorrências. Em finalzinho de período, fazendo o orçamento de capeamento asfáltico e drenagem pluvial da Rua Américo de Oliveira, em Gurigica, precisava determinar se haveria desmonte de rocha em vala, onde passaria a rede de drenagem pluvial. O contrato de sondagem estava no final e só poderia usar três furos. Escolhi depois de bastante estudo e olhar bem o local. Examinei a paisagem vi a inclinação de afloramentos rochosos nas vizinhanças e estabeleci os locais a serem inspecionados. Também conversei c...

Línguas

Estava conversando com uma amiga, professora de línguas, sobre o quão estranha a língua alemã é. Despejando grande quantidade de sílabas nos ouvintes, coisa que mostra mesmo sua origem bárbara, ao contrário do latim, bem mais melodioso. Além disso têm o costume de emendar palavras nas frases, como algo que li certa vez, no tempo em que tinha aulas de alemão: Herrendamenundkindernwintermantel, que significa: roupas de inverno para homens mulheres e crianças. Os números até 999.999 são escritos em palavra única. O próprio 999.999 é: Neunhundertneunundneunzigtausendneunhundertneunundneunzig. Outra coisa curiosa é que muitas vezes ocorre relação inversa com o português. Em alemão também há gênero das palavras, mesmo não sendo relacionadas a sexo, só que em muitas gênero trocado, em relação ao português. Curioso também é o contexto. Em épocas passadas tudo o que era masculino sempre era considerado maior, mais forte e agressivo, que o feminino, menos em alemão. Em português dizemos: "...

Tecnologia

Vídeos, disponibilizados nas redes, mostrando a dificuldade de idosos para conseguirem acessar seus direitos. A tecnologia indiscriminada está inviabilizando a vida de muitos .* Nos anos 90, se procurava onde fazer determinado exame pelo plano de saúde, ia ao guia que recebia, acho que todo ano, ligava para a clínica escolhida e era atendida  por  funcionária, que estava lá dentro e conhecia tudo. Ela informava dia e hora disponível. Se servia, já deixava marcado. Se não servia, buscava outra, o mesmo procedimento. Resolvia tudo em uns dez minutos. Eram os tempos áureos do PBX, onde o nove, ou o zero era falar com o atendente, que como disse acima, estava no local. Agora temos que lidar com um monte de aplicativos, que entopem o celular e a inteligência artificial mandando em tudo. A busca por uma tomografia é um Deus nos acuda! O guia não tem mais aquela ordem alfabética de títulos, além de índice no final, para mostrar a localização por palavra específica. Querem mostrar o ...

Misandria e pneus

Ontem, em Vila Velha, passei por um buraco que me rebentou o pneu dianteiro e mexeu com o alinhamento do carro. Ia chamar a seguradora, mas um cidadão muito atencioso fez a troca para mim, o que me permitiu pegar a ponte e voltar para casa, mesmo com o volante enviesado . Agora todas as leis e todas as decisões do Judiciário, baseadas em leis feitas pelos representantes em quem votamos, ou aceitas por esses, sem discussão, são misândricas. Estão contra o homem, valendo-se de reflexo de um decrépito patriarcado, que na realidade não beneficiou, no passado, os homens em sua totalidade. Nós mulheres temos que deixar de ser ingratas. Homem é imbatível, para trocar pneus de carros y muchas outras cositas más. Em meus muito mais de cinquenta anos dirigindo, inclusive em estradas federais, só troquei pneu uma única vez, em um Corcel, no Morro dos Alagoanos, em um meio dia de janeiro. Levava minha secretária que teve bebê na Pró-Matre. Nenhuma alma na rua. Não consegui achar ferramenta...

Aprendizado 2

Nunca é tarde para aprender. Agora temos que  reaprender aquilo que fazemos desde crianças, andar na rua. Lá no passado era não soltar a mão do adulto, depois andar com cuidado na calçada, para não pisar em obstáculos e buracos, caminhar e não disparar correndo. Esperar na esquina e olhar para os dois lados, antes de atravessar. Tomar cuidado, se tem carro saindo de garagem.  Cuidado especial, porque em minha rua passava bonde. “O bonde já está perto, espera ele passar primeiro”. Essas instruções foram se consolidando dentro da gente, na adolescência já éramos craques. Agora veio o complicador: as bicicletas elétricas. Sempre houve alguma bicicleta comum, que se aventurava na calçada, mas eram poucas e o ciclista segurava o pedal. O pedestre não precisava se preocupar. A questão agora é  que a quantidade de bicicletas elétricas aumentou consideravelmente. Perigo mesmo, toda hora se vê noticia de atropelamento e até mortes causadas por essas bicicletas. Acabou a tranquili...

De Disney à IA

A toda hora chegam para mim vídeos engraçadinhos, com animais simulando humanos. Obra de inteligência artificial. Agora uma banda escocesa de gatos, perfeita, com gaitas de foles. Outro dia foi orquestra sinfônica, também de gatos. Namoros, cuidados com a cria, casal de leões namorando como gente, ou como plateia em espetáculos. Onça, na maternidade, recebendo as oncinhas gêmeas, de uma enfermeira. Golfinho como Haaland. É mais ou menos o mesmo que Walt Disney fez há uns cem anos, com seus filmes de bichos humanos, começando pelo ratinho Mickey, depois o pato Donald, os esquilos Tico e Teco e muitos outros. Na realidade é uma fantasia das pessoas, enxergar o animal como gente. Aliás, começou na antiguidade com o genial filosofo grego Esopo, e suas fábulas, como A Raposa e as Uvas, também entre centenas de outras, sempre dando lição de moral. Há tempos descobriram que tenho gato. Comentei alguma vez, em algum grupo e pela compra de ração pelo WhatsApp. Mandam víd...