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Estudo de desigualdades

Discutir desigualdades cabe em universidades? Claro! Para alunos que têm base ajustada, já nos primeiro e segundo graus. No fundamental, o aluno tem que saber que existem desigualdades, que todos tem que respeitar o desigual e fazer o que estiver a seu alcance para reduzi-la, chamando o excluído para brincar em seu grupo, repartindo conhecimentos e até uma guloseima. O mesmo no segundo grau, aprender sobre as desigualdades, por que existem, o que está a seu alcance para reduzir. Reforçar a própria disciplina, enquanto estudante, para combater a própria desigualdade. A universidade deveria ser para a elite intelectual, construída nos períodos anteriores, que deveriam ter a qualidade necessária. Elite intelectual, não social, ou financeira. O tema desigualdade deveria ser aprofundado nos estudos, em todos os cursos universitários. Como projetar moradias seguras e fazer o custo acessível a todos, como a carência geral vivida na infância influi no tratamento médico hoje e assim em todos ...

Homem

Tenho visto varias denúncias e percebendo pessoalmente que a sociedade, como um todo, está tentando acabar com o comportamento tradicional masculino, desde cedo. Culminando com leis e jurisprudências recentes, onde parece que quase tudo que o homem faz é errado. Não podemos deixar de observar que um bombeiro, ou um civil, num resgate como o das vitimas do terremoto na Venezuela, mesmo tendo formação, planos e diretrizes se, na hora, nem tudo é inteiramente aplicável, lança mão de seu fogo interior para arrumar solução. Pode ser um  pedaço de suporte de concreto, que acaba de arrancar dos destroços e usa como alavanca para liberar mais um corpo, às vezes ainda com vida, ou mesmo um colega da equipe de salvamento. Essa característica de estar de prontidão e agir é rápida, mas sua formação é lenta. Vem se acumulando no menino desde suas brincadeiras, condenadas pelo diretor da escola e pelo sindico do prédio. Na formação dessa capacidade, tudo contribuiu. As brigas no pátio do colégio...

Aristóteles

Ou raiva da mãe Sempre tive antipatia por Aristóteles. Para ele a mulher era um macho imperfeito, ou incompleto, não possuía a faculdade de raciocinar. Como o consagrado Aristóteles pode ter falado uma besteira desse tamanho? Há uma única explicação: raiva da mãe. Não poderia ser raiva da esposa, havia em sua época muitas formas lícitas de se desfazer dela, se quisesse. Que os antigos gregos quisessem manter as mulheres confinadas, dá para se entender, queriam garantir a pureza da prole, mas todos sabiam que não era escolha, ou acomodação. Sabiam que era costume imposto. De qualquer forma, ele deveria estar no andar de baixo, um verdadeiro filósofo não deixaria que frustrações pessoais fossem propagadas, como verdades. Não enxergou que mulheres e homens são seres opostos e complementares, como o dia e a noite. Que homens com grande capacidade de raciocínio tiveram mães que os entenderam, desde pequenos. Faltou, nos seus passeios, observar o mundo à sua volta. Não observou a relação úni...

Canção de ninar

Especialidade antiga, tinha que deixar registrada. Ninei muito, desde crianças da roça, filhos de empregados de nossa propriedade, filhas de vizinha, sobrinhos, filha (essa foi menos, tinha muitas coisas para fazer) e filhos de amigos. Ninar tem técnica, não é de qualquer jeito. Tem que começar com o ritmo que a criança está. Se está animada, musica animada até rodopiando no meio da sala. Como Segura o Tchan. Depois passa para uma bossa nova, ou direto para um samba canção, depois vão entrando as canções de ninar tradicionais, ou alguma emprestada, como Hi Lili, hi lo, que é imbatível, não há criança que não durma com ela. Há porém um segredo: depois que o bebê começa a piscar o olhinho, não se pode trocar a música, tem que alongar quantas vezes necessário. Uso o Hi Lili, hi lo até enquanto nebulizo a gata, dando tapinhas leves e ritmados.  A mesma coisa, não posso mudar.  O mesmo se aplica a criança grande, quando em vez de música é contar história. Se a criança está bem ac...