Misandria e pneus

Ontem, em Vila Velha, passei por um buraco que me rebentou o pneu dianteiro e mexeu com o alinhamento do carro. Ia chamar a seguradora, mas um cidadão muito atencioso fez a troca para mim, o que me permitiu pegar a ponte e voltar para casa, mesmo com o volante enviesado .
Agora todas as leis e todas as decisões do Judiciário, baseadas em leis feitas pelos representantes em quem votamos, ou aceitas por esses, sem discussão, são misândricas. Estão contra o homem, valendo-se de reflexo de um decrépito patriarcado, que na realidade não beneficiou, no passado, os homens em sua totalidade. Nós mulheres temos que deixar de ser ingratas. Homem é imbatível, para trocar pneus de carros y muchas outras cositas más.
Em meus muito mais de cinquenta anos dirigindo, inclusive em estradas federais, só troquei pneu uma única vez, em um Corcel, no Morro dos Alagoanos, em um meio dia de janeiro. Levava minha secretária que teve bebê na Pró-Matre. Nenhuma alma na rua.
Não consegui achar ferramenta para remover a calota. Fui num lixãozinho perto e catei o que achei em metal, a maioria já começava a envergar na minha mão. Sabia que tinha que deixar o carro engrenado e com freio de mão puxado. Gastei mais de  uma hora, com a calota e depois para desapertar os parafusos, que acredito tenham sido apertados por braços mecânicos. Não houve jeito, mesmo colocando a cruzeta e pisando nos dois lados, subindo no carro fazendo força com os dois pés e jogando todo meu peso, que não era pouco. Nada!
Mudei de ideia. Sentei em uma pedra e fui dando batidinhas no braço da cruzeta. Acabei conseguindo desapertar os quatro e troquei. Cansada, apertei os parafusos de qualquer jeito, deixei a nova mamãe em casa e voltei, indo a um borracheiro. Minhas habilidades sempre foram para trabalhos com rendas e fitas, nunca para trabalho pesado.
Em outra situação, indo pela 101, depois do trevo de Macaé, tive ajuda de motorista das casas Bahia, quando um caminhão, na outra faixa jogou uma placa de sinalização, caída, sob o meu carro, rebentando o pneu traseiro, quando eu chegava à curva. Esse foi até assunto aqui no blog*.
Há dois anos fui buscar minha filha em um estágio em escola em Jardim Limoeiro. Ao estacionar, um jovem me mostrou que a capa do para-choque estava pendurada. Arranjou jeito de prender provisoriamente e me indicou oficina, na outra rua, que ainda estaria funcionando. Na oficina, não puderam fazer serviço completo, porque faltavam os parafusos principais , mas o menino deu um jeito, para eu poder chegar a Vitória.
Certo é que hoje em dia há pouca troca de pneus e podemos chamar a seguradora, mas demora e às vezes o local, onde paramos, não é dos mais confiáveis. Enchentes, deslizamentos e outras catástrofes, porém continuam. Quem vai arrancar um pedaço de viga para servir de alavanca, para liberar corpo preso em destroços, à s vezes ainda com vida?
 
 *https://opiniaodamarilia.blogspot.com/2023/09/procon.html 

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