Apartheid masculino.

Homens estão sendo punidos pela lei Maria da Penha porque, segundo estatísticas, casos de violência crescente podem acabar em feminicídio. Mesmo homens que apenas tiveram um desentendimento em casa e que jamais partiriam para a violência, são punidos apenas por uma denuncia dela, em momento de raiva.
Na antiga África do Sul havia a proibição de cidadãos negros circularem em comunidades brancas, por supostamente representarem riscos. Eventualmente havia um assalto, ou um estupro, mas a maioria estava apenas tentando ir a uma loja, passear, ver se conseguia algum trabalho, ou até pedir uma ajuda, por que não? Mas incomodavam.
Incomodavam como aquele companheiro que larga tudo espalhado, demora no banho, deixa sapatos e pratos em todo canto da casa, que questionam roupas inconvenientes, ou o excesso de gastos fúteis, como ocorre no Brasil e em vários cantos do mundo, levando ao desgaste no relacionamento, discussões e gritos.
Havia mortes de brancos nos tempos do apartheid? Sim, havia. Sem me imiscuir em razões históricas, o certo é que aquele branco nascido ali, em vez de na Islândia, tinha dificuldades em aceitar o risco que corria e queria que tirassem esse entrave de sua vida. Tiraram por longo tempo, sob protestos de todo mundo.
Até que o apartheid foi considerado inconstitucional e abolido, na África do Sul. Seguiu ocorrendo algum assassinato de branco sim, fazer o que? Mas entenderam que não poderiam punir negros livres e corretos, apenas pelo risco estatístico da outra parte da população.

 

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