Congolês
A revista Caras trouxe matéria com um ator belga-congolês, membro de banda e participante de filme. O pai veio para ser professor de matéria étnica na USP.
Sempre me preocupa essa chegada, ou imigração de africanos. Nada contra etnias, eu própria, o que mais tenho são etnias. A preocupação é que aqui temos o controvertido sistema de cotas raciais.
Cotas criadas para compensar aqueles cidadãos, que os antepassados para cá vieram como escravos. Controvertidas, porque a defasagem cultural deveria ser vencida com ensino compensatório e não simplesmente botando para dentro.
Em virtude das citadas cotas, o Brasil deveria adotar urgentemente a ciência de identificação racial pelo DNA, como forma de justiça para todos os brasileiros. Muitos pardos (hoje chamados genericamente negros, imitando padrão norte-americano, além de brancos, tiveram antepassados, não apenas escravos, mas também europeus, que para cá vieram forçados por razões diversas, inclusive religiosas. Além de nativos.
Construíram este país. Cidadãos brasileiros há dezenas de gerações e não podem perder espaço para cidadão oriundo do Congo, que deveria ter direitos especiais na Bélgica, não aqui no Brasil.
O pai é professor da USP, deve estar garantido, o filho faz filmes e musicas, garantido-se, pelo menos, por ora, mas e daí para frente? Descendência chegada, e também de união aleatória, com qualquer brasileira, ou estrangeira, considerada negra, que tenha esbarrado, por aí? Esse descendente teria direito a cota? Muito injusto.
Na equação matemática a designação racial desse congolês deveria constar como branca, mesmo que tenha a cor do carvão.
A Bélgica é que deveria ser cobrada a oferecer-lhe oportunidade.
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