Borel e gambá
Imagem emprestada de : https://www.folhavitoria.com.br/meio-ambiente/fotos-incriveis-mostram-mamae-gamba-e-seus-5-filhotes/
Causou
espanto em todo o pais o perdão judicial a uma fulana, uma tal Monique
Medeiros que se diz mãe do infeliz menino Henry Borel, torturado e
assassinado pelo padrasto, na presença dela, que se diz mãe, mas não
poderia ser, mãe não é aquilo.
A desculpa da tal juíza repetidora de
clichês, para perdoar, foi pior: Essa de achar que a mulher é vítima
de violência psicológica, pelo patriarcado. Tentou desviar para
misoginia o que nada tem a ver com isso, foi sim, omissão de socorro a
criança sob seus cuidados e responsabilidade.
Está rebaixando a
mulher a ser menos capaz que o próprio menino Henry Borel. Ela, juíza,
foi sim, extremamente misógina. Colocou a mulher em nível máximo de
incapacidade. Talvez, se fosse o contrário, a criança poderia ter
tentado salvar a mãe. Essa juíza, além de tudo, pode ser
considerada culpada de criar padrão de tolerância a maus tratos, contra
pessoas indefesas.
Quando eu ainda não era nascida, o brilhante
advogado Sobral Pinto usou a lei de defesa dos animais para defender
preso político da ditadura de Getúlio Vargas. Agora o Ministério Público
deveria usar uma mãe gambá, para fazer cassar a decisão dessa juíza, em
tribunal superior. Uma mãe gambá não deixaria torturarem e matarem
seus filhotes.
Digo gambá, como exemplo, porque é um bichinho
desprezado. Cadelas, gatas, leoas, galinhas, onças, todos já sabem que
defendem as crias. Quero um bichinho bem desprezado, como o gambá, para
qualificar bem a tal Monique. Muitíssimo pior que gambá.
Essa tal
Monique não foi atacada por misoginia, por patriarcado. Ela tolerou os
maus tratos ao filho, não por ser mulher. Foi por ser horrível mesmo,
independente de sexo, gênero, seja o que for.
Poderia ter entregue a
criança para o pai. Se ele não pudesse, naquele momento, nem ninguém da
família, disponibilizado para adoção. Deixar torturar e matar, nunca.
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