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Sufoco de obras

Lembro, saudosa, do tempo em que obras públicas não deveriam incomodar o cidadão. Como engenheira da Prefeitura, quando era responsável por obras no Centro de Vitória, minhas obras nas vias principais eram realizadas à noite. Deixava tudo estabelecido e dava uma passada lá pelas 22:00h, para ver se estava tudo certo. Cheguei a ter um episódio, que hoje lembro com nostalgia: O encarregado me procurando às três da madrugada, por terem atingido a tubulação de água, enquanto faziam reparos na rede de águas pluviais, na descida para o mercado da Vila Rubim. Meu pai não queria, de jeito nenhum, que eu fosse, criou uma situação difícil. Acabou concordando e recomendou ao encarregado, que cuidasse de mim. Hoje os administradores querem causar transtornos, dizem que é para o povo notar as obras. Por aqui começou com Vasquinho, um prefeito da cidade vizinha,  Vila Velha, há uns quarenta anos, que dizia que obras têm que incomodar, para o povo ver que estavam sendo executadas. A moda pegou, e...

Energia barata ?

Não existe energia barata. Pode parecer barata, enquanto as descobertas envolvem produtos de uso corriqueiro, até desprezados, como uma lanterna de água e sal.* . Mas quando se torna parte de um grande programa, sua obtenção passa a ter que pagar royalties do processo de obtenção e certamente estará sujeita a leis ambientais super restritivas. Haverá exigência de profissionais regulamentados e tudo isso faz com que deixe de ser barata. Assim como a quantidade de energia no universo é constante (LAVOISIER, et alii), podemos chutar que o preço da energia, no universo deve tender para uma constante. Painéis solares: A obtenção de materiais, para confecção deve agredir algum ecossistema. Energia hidráulica é limpa, mas a queda d’água está longe. Há todo o custo e dano ambiental, para construção da usina e seu transporte. Formas raras de obtenção de energia podem ser boas e baratas, para aquela comunidade que a inventou. Universalizou, o preço deverá tender para o patamar das outras....

Confiança

Em alguma coisa, ou alguém, temos que confiar, senão, viver como? Uma das formas é usar aquele velho feedback mental, que temos armazenado. Todos temos uma ideia, sobre em quem podemos confiar. Às vezes, quebramos a cara, podemos dar uma de três porquinhos, acreditando na voz disfarçada do lobo mau. Aliás, um não caiu. Alguma coisa, das doações que fizemos para esta catástrofe do Rio Grande do Sul, pode ter sido desviada, ou ter tido a finalidade manipulada. Na cheia do Rio Doce, há uns 50 anos, minha mãe fez-nos dar, um pulôver, cada filho. Foi no verão mas ocorreu uma frente fria brava e foi necessário. Todos feitos por ela. Entregou na Catedral. Meses depois a irmã da empregada, que trabalhava em prédio próximo apareceu com um deles, lá em casa. Disse, naturalmente, que era da patroa e que apareceu uma mancha na manga e por causa disso ela deu para a empregada. Não havia como, minha mãe reconheceu o trabalho, criação própria. Foi indignada na catedral e denunciou ao padre Ayrol...