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Misandria e pneus

Ontem, em Vila Velha, passei por um buraco que me rebentou o pneu dianteiro e mexeu com o alinhamento do carro. Ia chamar a seguradora, mas um cidadão muito atencioso fez a troca para mim, o que me permitiu pegar a ponte e voltar para casa, mesmo com o volante enviesado . Agora todas as leis e todas as decisões do Judiciário, baseadas em leis feitas pelos representantes em quem votamos, ou aceitas por esses, sem discussão, são misândricas. Estão contra o homem, valendo-se de reflexo de um decrépito patriarcado, que na realidade não beneficiou, no passado, os homens em sua totalidade. Nós mulheres temos que deixar de ser ingratas. Homem é imbatível, para trocar pneus de carros y muchas outras cositas más. Em meus muito mais de cinquenta anos dirigindo, inclusive em estradas federais, só troquei pneu uma única vez, em um Corcel, no Morro dos Alagoanos, em um meio dia de janeiro. Levava minha secretária que teve bebê na Pró-Matre. Nenhuma alma na rua. Não consegui achar ferramenta...

Aprendizado 2

Nunca é tarde para aprender. Agora temos que  reaprender aquilo que fazemos desde crianças, andar na rua. Lá no passado era não soltar a mão do adulto, depois andar com cuidado na calçada, para não pisar em obstáculos e buracos, caminhar e não disparar correndo. Esperar na esquina e olhar para os dois lados, antes de atravessar. Tomar cuidado, se tem carro saindo de garagem.  Cuidado especial, porque em minha rua passava bonde. “O bonde já está perto, espera ele passar primeiro”. Essas instruções foram se consolidando dentro da gente, na adolescência já éramos craques. Agora veio o complicador: as bicicletas elétricas. Sempre houve alguma bicicleta comum, que se aventurava na calçada, mas eram poucas e o ciclista segurava o pedal. O pedestre não precisava se preocupar. A questão agora é  que a quantidade de bicicletas elétricas aumentou consideravelmente. Perigo mesmo, toda hora se vê noticia de atropelamento e até mortes causadas por essas bicicletas. Acabou a tranquili...

De Disney à IA

A toda hora chegam para mim vídeos engraçadinhos, com animais simulando humanos. Obra de inteligência artificial. Agora uma banda escocesa de gatos, perfeita, com gaitas de foles. Outro dia foi orquestra sinfônica, também de gatos. Namoros, cuidados com a cria, casal de leões namorando como gente, ou como plateia em espetáculos. Onça, na maternidade, recebendo as oncinhas gêmeas, de uma enfermeira. Golfinho como Haaland. É mais ou menos o mesmo que Walt Disney fez há uns cem anos, com seus filmes de bichos humanos, começando pelo ratinho Mickey, depois o pato Donald, os esquilos Tico e Teco e muitos outros. Na realidade é uma fantasia das pessoas, enxergar o animal como gente. Aliás, começou na antiguidade com o genial filosofo grego Esopo, e suas fábulas, como A Raposa e as Uvas, também entre centenas de outras, sempre dando lição de moral. Há tempos descobriram que tenho gato. Comentei alguma vez, em algum grupo e pela compra de ração pelo WhatsApp. Mandam víd...

Agruras

Essa não é opinião é lembrança. Há quase vinte anos, vindo do Rio para Vitória de carro, estava com necessidade de parada hidráulica. Distraída, perdi o então posto Flexa e decidi: vou passar Campos primeiro. Já no trecho entre Campos e a nossa fronteira não deu. Fui passando carretas e não queria parar e ter que passá-las de novo. Fui em frente e passei a fronteira. Já no Espírito Santo, fui buscando um posto à direita. Detesto cruzar pista para uma parada rápida. Fui em frente, me apertando e todo o tráfego parou. Quase só caminhoneiros, mas logo atrás um carro, com um casal. Depois de um tempo, o marido foi ver com os caminhoneiros o que ocorria. Saí do carro, a mulher  saiu também, ao mesmo tempo que eu e começamos a conversar. Falei do meu desconforto. Disse que não aguentava mais, ia atrás de uma árvore grossa, no meio do campo. Iria descer por uma escadinha de drenagem, que enxerguei no meio do mato. Morrendo de medo, porque sei que cobras adoram essas escadinhas. Ela iria d...

Estratégia de viagem de avião

Quando minha filha fez quinze anos levei-a a Buenos Aires, Bariloche, Santiago e Valparaiso. Logo no dia seguinte, em Buenos Aires, passeando na Calle Florida, dei-me conta: e se acontece alguma coisa comigo, o que esta "criança" pode fazer? Paramos em uma cafeteria e iniciei, em tom casual: fila (como eu a chamava, tirado de filha), se por acaso ocorrer algo com a mãe, você  saberia o que fazer? Entra em uma loja, ou cafeteria como esta e  pede para  ligar a cobrar  para seu pai. Mostrei como fazer DDI, a cobrar. Ou liga para a sua madrinha, ou seu padrinho. Se de todo não conseguir, falar, vê se enxerga um policial, se não houver, tenta uma senhora assim, mais ou menos, como a mãe. Aquele cinto que a mãe tem por baixo,  com pertences nossos, tira quando puder e bota na sua cintura. Usávamos casacos grossos e folgados. Ela foi ficando com os olhos arregalados de susto. Acalmei: fila nossa viagem está muito boa e é assim que tem que ser, mas a mãe está fazendo c...