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Calcanhar de Aquiles

Como foi demonstrado no post anterior, foi feito retirar das redes sociais os vídeos que mostravam a depredação ocorrida nos palácios governamentais em 8 de janeiro de 2023, antes da chegada dos manifestantes contrários ao governo, recém empossado. Esses vídeos desmentiriam a teoria, forjada, de início de golpe. E claro que todo o mundo que tem QI acima da media e estudou um pouquinho de História, só para passar sabe que não é assim que se começa um golpe, mas eles precisavam disso. Precisavam engrossar o caldo do golpe, apenas as tais minutas e depoimentos duvidosos de alguns generais, viram que não bastavam. Sabiam que não podiam ter feito a depredação, com o povo lá dentro. Os manifestantes eram gente de bem, aos milhares e não iriam deixar. Gente que gostou da Lava-a-Jato, que achava que o Brasil tinha entrado nos trilhos e não podia voltar a descarrilar. Bolsonaro, seu staff, seus filhos e muitos apoiadores devem ter estes vídeos bem salvos. É um calcanhar de Aquiles (ponto fraco)...

Golpes e golpe

Falam em golpes, entrevistam autoridades militares, não muito confiáveis, que podem estar dizendo aquilo que o governo quer. Não têm aquele risco, mostrado em filme americano: se o advogado da outra parte faz uma pergunta e o depoente tropeça, ele está acabado, seu depoimento perde o valor e acaba tendo punição por mentir em julgamento. Mesmo que sua mentira não invalide a causa principal. Aqui, em nosso país, vale a verdade mais conveniente. Houve um golpe planejado, pela oposição? Pode ter havido, ou não. Agora, houve um efetivado e que causou danos a nosso país, com certeza houve. O golpe perpetrado pelo governo, em 8 de janeiro, para acabar com os protestos, legítimos, que ocorriam na esplanada dos Ministérios. Ocorreram depredações em prédios do três poderes, danificando objetos de grande valor financeiro, artístico e histórico. Certamente vandalismo a serviço das autoridades recém empossadas. Há, ou melhor, havia nas redes, centenas de vídeos mostrando a depredação, antes da cheg...

Reagir

Por que o Brasil não reage? Porque somos desiguais. Somos desiguais, não adianta tentarmos enrolar a nós mesmos. E essa desigualdade está aumentando. A gente se importa quando quem é atingido é gente igual a nós. Todos nos assustamos, quando vemos assaltante arrancar o motorista de um carro, que está estacionando, poderia ser um de nós. Briga na favela? Eles se resolvem. Assalto a carro de banqueiro? Eles, também, se resolvem. Mesmo a classe média, à qual, pertencemos está se distanciando. Quando vemos o pessoal do Judiciário, que foi amigo na infância ganhando na faixa dos cem mil, podemos considerar um igual? Gente que tirava nota menor que a nossa. Outros, jovens colegas de profissão, ganhando quase como uma faxineira? Uma luta com gente tão desigual, como funcionaria? Pior, não é a desigualdade como cantada pela esquerda, dos ricos se aproveitando dos pobres. É a desigualdade inerente. Desigualdade que cotas não resolve.   Quem usa o navegador Safari, se quiser honrar o blog ...

Mando virtual, reprodução

Esta é reabordagem de post antigo. A gente vendo filmezinho de seriado norte-americano aprende muita coisa. Uma é penalizar o mando indireto, ou a cumplicidade. Todo criminoso deveria responder, também, pelas consequências indiretas de suas ações. Um traficante deveria responder, como mandante, de homicídio, por assassinato cometido por seus clientes, sob efeito de drogas. O bandido deveria responder, também, pelo resultado de balas perdidas, em ações policiais visando sua captura, ou ação de cidadão, em defesa própria, ou de sua casa e familiares, contra eventual invasão de sua parte. O policial deveria responder apenas em tribunal militar pela sua forma de atuação, se foi adequada . O cidadão que mata, ou fere, para se defender deveria ser liberado, sem maiores transtornos, por se tratar de legítima defesa. Ao cometer crimes, o bandido assume o risco de acarretar consequências, que vêm a agravá-lo. É um mando indireto. Ele força terceiros a fazerem uso da força, muitas vezes c...

Mulheres e panelas

La nos anos oitenta, ao sair da ginástica, rumo ao trabalho disse a algumas companheiras: vou dar uma passada no Centro da Praia e comprar um jogo de panelinhas, para uma sobrinha que está fazendo cinco anos. Foi um destampatório generalizado: já vai você jogar a mulher na cozinha! Quando criança, além de ler muito, eu gostava de brincar de casinha, gostava de joguinho de panelas e muito de costurar para bonecas. Não podia ver um pedacinho de pano sobrando. Cetim, renda, fitas, mais ainda. O vestido de noiva, da minha mãe foi retalhado. Isso não me impediu de fazer Engenharia Civil e mesmo não brilhando, dei conta do recado. Hoje sou aposentada. Acho que consegui ser melhor com a Engenharia, do que com as panelas. Minha sobrinha, que ganhou as tais panelinhas da discussão, hoje é veterinária, muito respeitada nos empregos, onde sempre age com competência e dedicação. Podem dar panelinhas para as filhas e  netas, sem susto. Elas vão ser o que buscarem ser, ou o que estiverem destina...

Denegrir

Fui criticada, como se estivesse me tornado esquerdista, por ter afirmado que o termo denegrir é racista e deve ser evitado. Foi dito que a palavra vem do latim denigrare, que significa “tornar escuro”, ou “manchar. Enxergo de forma diferente. Concordo, definitivamente, com a militância racial, em relação a esse termo denegrir. Mesmo sabendo que vem do latim e o significado. Só que essa palavra foi, historicamente, utilizada para criticar, ou rebaixar brancos, ou pardos claros, dizendo que têm comportamento de negro, como isso sendo uma ofensa grave. “Denegriu fulano”. Rebaixou-o, dizendo que tem comportamento de negro. Não há outra explicação, que seja mais adequada. Como a palavra veado que, provavelmente, deve vir do latim e também é ofensiva. Critico a militância quando dizem que negro, preto, ou escuro, no sentido de medo, ou preocupação é palavra racista. A cor negra sempre foi usada em relação a coisas densas, fortes e amedrontadoras, em todas as sociedades. Nada a v...