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Google

Os buscadores antigos, da internet, bem antes do Google já retornavam milhões de resultados. Depois dos anos 2000, bilhões. Cabia ao usuário usar os operadores lógicos e ir reduzindo até ficarem poucas páginas. Se fosse hábil, sempre conseguia o que queria, nas  primeiras páginas. Se a pesquisa fosse em português, encontrava no Brasil, em Portugal, alguma coisa em países africanos, de língua portuguesa, em universidades americanas, ou alguma europeia. O importante: sempre conseguia o que queria. Sempre havia uma página, mesmo na Conchichina, que abordava todas, ou quase todas as palavras que escolhía e mostrava um texto dentro do conceito que buscava. Os buscadores não faziam diferença por maiúsculas/minúsculas. pela acentuação, aliás, ainda não fazem. Quando ia buscar algo sobre pele, tinha que começar usando o operador (-) menos. –futebol –partida -jogo. Ainda assim vinha Pelé. Continuava reduzindo: –juiz, -adversário -gramado e acrescentava alguma palavra relacionada a pele, den...

Universidade para todos

Esse conceito, que tentam implantar no Brasil, de universidade para todos, até para analfabetos, parece que também não é cria nossa. Exemplo vem de cima, no sentido geográfico, do norte. Dos Estados Unidos. Lá, assimilam o aluno na universidade, sem se importar com a sua capacidade e sim porque pertence a alguma etnia, ou porque é o bamba em esportes, especialmente o tal futebol americano. Matrícula e bolsa de estudos, tirando da lista algum cérebro capacitado. Universidade não deveria ser para todos e sim para quem tem conhecimentos e capacidade intelectual. Não pode ser como uma pedagoga, obviamente, formada por cotas, que me enviou mensagem, com erros básicos de português. Ela poderia trabalhar em uma escola é claro, em um serviço auxiliar, ganhar bem, sim, ganhar bem, porque não? Mas jamais como pedagoga. Os demais profissionais, também. Até o cotista gostaria de ser atendido por médico com amplo conhecimento de medicina, morar em habitação projetada por engenheiro, com bom co...

Xenofobia fundamentada

Cidadãos resgatados na Faixa de Gaza chegam ao Brasil*. Das primeiras 32 pessoas, ao que consta, 22 são brasileiros e 10 são familiares palestinos. Quantos mais virão? Aí mora o perigo. Pode parecer xenofobia, mas fundamentada. O Brasil está lutando para se livrar de cultura machista, no mau sentido, que não é aquela em que o homem  protege e apoia a mulher, onde os dois sexos (gêneros, para os que preferem) dão o melhor de si, em benefício de todos. É aquela do domínio unilateral do macho, valendo-se de sua maior força física, muitas vezes massacrando a mulher. Não é hora de recebermos, com igualdade de direitos, membros de cultura onde a mulher é ainda, menos valorizada  do que ocorria aqui, em tempos  que já ultrapassamos, com dificuldade e ainda, não plenamente. Por mais riscos, que possam correr no local onde moram, só podemos aceitar aqui os que vivam de acordo com os nossos costumes, principalmente nos pontos que ainda lutamos, para nos adequarmos. Não podemos...

Abandono Parental

Conhecida minha se separou de uma união estável e como é costume, ficou com a guarda da filha. Segundo ela, a união não valia mais a pena, ele era muito paradão, dizia nestes termos. Desconversou, quando perguntei se ela não tinha notado antes, de irem morar juntos. No acordo o juiz estabeleceu, além de uma pensão, duas caixas de leite, frutas e medicamentos . Pegar a filha de quinze em quinze dias de manhã, devolvendo à noite, como se fosse um carro emprestado. Segundo ela ele ainda recomendou: Não é só pensão, tem que ter afetividade. Como acham que se processa o vínculo pai e filho? Como um programa de computador? Na forma exposta, o vínculo não financeiro tenderá a desaparecer. O pai criará novos interesses e a criança também. Ela gostaria mais de estar com os amiguinhos, no dia da visita do pai, que com certeza a levará aos mesmos locais, nem todos primam pela criatividade. O dia da visita será um tormento para ambos, filha e pai. Para começar deveria acabar a configuração...

Riscos

No início dos anos 2000 fomos a Santa Maria de Jetibá, cidade serrana, aqui no interior do Espírito Santo. Éramos minha filha, meu companheiro  e eu. Na volta a estrada, com descida quase vertical e em espiral, escureceu, clareada apenas por alguns relâmpagos. Vínhamos apreensivos. Local totalmente desabitado, até onde conseguíamos enxergar. Uma lourinha minúscula, magrinha, no máximo sete anos, vinha descendo, em uma bicicleta de adulto, em pé, porque que não conseguia sentar no selim. Ficamos preocupados. Não se via habitação, ou gente nas vizinhanças, que pudesse ser a família. Quanto risco! Podia ser atingida por uma descarga elétrica, se pusesse um pé no chão. Podia despencar encosta abaixo, na velocidade em que estava, em descida. Poderia também ser sequestrada, por gente de algum dos poucos carros que trafegavam. Possibilidade dobrada. Na época havia sequestro de crianças brancas para venderem para adoção, na Europa. Quando a criança  já tinha idade para entender, e...