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Serra

Um Supremo Tribunal tem que ser como a mulher de Cesar, segundo o ditado. Não basta ser honesto, tem que parecer honesto. Honesto e imparcial. É visível, no entanto, a diferença de tratamento que nosso Supremo tem dado a políticos da família Bolsonaro, por exemplo e o dado a políticos ligados a partidos de esquerda, ou os que se intitulam centro esquerda. É óbvio que são vários pesos e várias medidas. Supremo fazendo política, coisa absolutamente inconstitucional. Por isso têm esplendidas vantagens, não tem que enfrentar eleições periódicas, têm o futuro inteiramente assegurado. Agora, a favor do senador José Serra, do PSDB, o Supremo, mais uma vez, fez uma das suas. O ministro Tofolli proibiu a investigação de supostas doações ilegais que somam cinco milhões de reais, em sua campanha, de 2014, ao Senado. Qual o problema em investigar? Quem não deve, não teme. Qual o problema em se buscar comprovar e mostrar, a lisura do senador? Deixa investigar, ele é apenas suspeito. A Polici...

Desembargador

Ganhou os noticiários, de ontem, a carteirada de um desembargador de nome Eduardo Siqueira, contra agente da guarda municipal de Santos. Este é um hábito recorrente, entre autoridades medíocres. O agente estava exigindo que ele usasse máscara, cumprindo decreto que exigia o uso, nesta situação de pandemia. Algumas pessoas, nas redes sociais, até o aplaudiram , não se dando conta de que ele estava, apenas, sendo prepotente com o agente público, que realizava de forma impecável o seu trabalho. Todos aplaudimos quando chega uma autoridade superior e usa, convenientemente, suas insígnias, para enquadrar aquele que está cometendo um abuso de autoridade. Se ele tivesse dado voz de prisão a um agente que estivesse pisando no pescoço de uma mulher infratora, como ocorreu no Rio, por exemplo; mas não era o caso, ele fez em benefício próprio. Esqueceu-se que um desembargador tem a sua hora no Tribunal, caminhando nas ruas é um cidadão como qualquer outro. Tem que receber uma punição ...

Damares

Ainda está rendendo, por obra do Supremo, aquela reunião da saída do Moro. Aquela em que o ex ministro estava melindrado, por suposta pressão sobre a Polícia Federal, sua subordinada. Agora é a ministra Damares, dos Direitos Humanos, que na tal reunião, privada, deve-se levar em conta, disse que deveria haver prisão de alguns governadores. Estes, para estarem bem no conceito da elite e de árbitros internacionais violavam, espalhafatosamente, direitos humanos de cidadãos que apenas saiam às ruas, temerosa e cautelosamente, para garantir o pão de cada dia. Não contente, com investigações sobre a Polícia Federal estar impedida de apurar um fantasioso gabinete do ódio de que, mais tarde, não ficou sequer comprovada a existência, resolveu assestar baterias contra a ministra. Será que esse Supremo ainda não caiu na real? Será que apenas seus membros não recebem essas denúncias, comprovadamente verdadeiras, que circulam nas redes sociais; sobre serviços médicos, sob comando desses g...

Nazifascismo e genocídio

Essa questão de chamar alguém de nazista, ou fascista, ou também genocida, tem que ser vista como um pacote completo. Tem que ser comparada com a totalidade dos feitos de um Hitler, um Stálin, um Mussolini e outros. Nazismo, por exemplo, envolve extermínio de judeus, de portadores de deficiências e de povos dominados. Não é apenas a glorificação da origem ariana, dos cidadãos. A teoria da supremacia ariana foi usada, pelo nazismo, para tentar congregar o povo alemão, que vinha esfacelado em feudos, ou cidades isoladas, desde tempos medievais, ao contrário dos rivais França e Inglaterra. Um povo sem grandes vínculos com a pátria, que abandonava seu país, emigrando. Em publicações brasileiras, de sessenta anos atrás, diziam, de formas as mais sinuosas, que o brasileiro tinha herdado, da origem europeia a cultura formal, do negro a força e rusticidade e do índio a adaptabilidade à natureza; chegando ao ponto do antropólogo, socialista, Darcy Ribeiro criar uma identidade brasile...

Violência policial

Dizem que o Brasil é um dos maiores do mundo, em mortes ou agressões, cometidas por policial. Bom, primeiro porque e um dos países maiores e mais populosos do mundo, quem faz as estatísticas, muitas vezes, esquece a relatividade. Outra, porque a policia aqui é absolutamente desrespeitada. Para conseguir reverter essa situação, primeiro é necessário impor a cultura, de respeito à policia. Penalidades severas  para quem resistir  à prisão e desrespeitar a autoridade, mas como aqui acaba não acontecendo, deveria haver penalidade pecuniária: multa. Muitas vezes o policial se excede, porque é xingado durante o ato de prisão e não tem mais o que possa fazer. Sabe que o preso será solto na audiência de custódia e ele, que foi chamado de corno, terá que engolir calado. Se o indivíduo tivesse que ficar sem a cerveja, ou o baseado, se for mulher, ficar sem o dinheiro, para um trato no cabelo, vai pensar duas vezes. Policial tem que ter um limite adequado de tolerância ao destrato, ...